Técnico do Brasil disse já ter o time para o jogo contra o Marrocos. Confira o que podemos esperar da escalação do italiano no dia 13.
“Eu tenho a escalação inicial para jogar contra o Marrocos.”
Foi assim, com uma frase, que Carlo Ancelotti ativou a curiosidade de 210 milhões de torcedores espalhados Brasil afora. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Egito, a Seleção Brasileira terminou oficialmente a sua preparação para a Copa do Mundo da FIFA 2026™.
Na próxima vez que o Brasil entrar em campo, será na estreia diante do Marrocos. Mas qual será que é essa escalação inicial que Carletto já tem? Nós tentamos responder.
As certezas
A Seleção Brasileira de Ancelotti tem alguns titulares absolutos. Mas vamos começar pela parte mais fácil. Ainda na coletiva, o treinador garantiu quais serão as suas duplas de ataque e de zaga contra os marroquinos.
“Acho que a dupla Vinícius e Raphinha funcionou muito bem. Combinaram bem, tivemos oportunidades por aquela posição e acho que a partida dos dois foi muito boa”, explicou.
Os números mostram o quanto o técnico gosta da dupla. Vinicius foi titular em todos os jogos em que estava disponível sob o comando de Ancelotti. Raphinha só não começou jogando na partida contra a Bolívia, pela última rodada das eliminatórias, em La Paz. Mas entrou durante o jogo.
Na defesa, o italiano também não esconde o jogo.
“Marquinhos e Gabriel (Magalhães) são indiscutíveis. São jogadores que atuaram até o último jogo na final da Champions League, e agora não estão 100%. Estão treinando muito com a equipe. Temos uma semana e eles vão estar preparados para o jogo.”
Os indispensáveis
Ancelotti não falou nada sobre eles na coletiva, mas é muito difícil imaginar que o time da estreia do Brasil na Copa do Mundo não tenha Casemiro e Bruno Guimarães no comando do meio-campo.
A dupla se firmou jogando lado a lado com o italiano. Casemiro é praticamente um segundo capitão em campo e a atuação de Guimarães contra o Egito prova o potencial que o treinador vê no meia do Newcastle. Bruno marcou um gol, pressionou alto, ganhou duelos e foi fundamental para a vitória por 2 a 1 em Cleveland.
O provável
O Brasil foi golpeado com a lesão de Wesley no primeiro tempo do amistoso contra o Egito. O lateral direito ainda fará novos exames para saber a gravidade da contusão, que pode até mesmo acarretar em uma troca na lista de convocados, mas, enquanto isso, é muito provável que a vaga seja assumida pelo experiente Danilo.
O curioso é que Danilo, que chegou ao Flamengo em janeiro de 2025, praticamente não atuou nesta posição desde que se transferiu ao Rubro-negro. No atual campeão do Brasileirão e da Libertadores, ele joga como zagueiro, assim como fez em seus últimos anos de Juventus, da Itália.
Sobre isso, Ancelotti se limitou a dizer que “é uma pena a lesão de Wesley, agora temos jogadores que podem o substituir.”
Um ou outro
Em algumas posições, o técnico da Seleção Brasileira rodou os titulares vezes o bastante para que consideremos a vaga ainda em disputa. São os casos, por exemplo, do gol, da lateral esquerda e do comando do ataque. Debaixo da meta, Alisson parece largar na frente para ser o titular na estreia, mas Ederson teve algumas oportunidades de jogar com o técnico e pode ser uma surpresa contra o Marrocos.
Na lateral esquerda, a disputa parece mais aberta, com Alex Sandro e Douglas Santos se alternando quase que meio a meio entre os minutos disponíveis. Talvez Ancelotti escolha uma abordagem jogo a jogo com esta vaga.
No comando do ataque, Matheus Cunha foi o titular mais frequente de Carletto, mas vez ou outra deixa o time para dar vaga a um concorrente. No jogo contra o Egito, Igor Thiago foi titular, mas desperdiçou boas chances de marcar. Melhor para Endrick, que entrou no intervalo, fez o gol da vitória e ganhou força na corrida pela vaga. Ancelotti os comparou.
“O Endrick tem essa qualidade. Ele é muito potente e bem posicionado na área. Teve a oportunidade e marcou. É um jogador importante para nós. Tem que seguir. Acho que todos os jogadores são importantes com diferentes características. O Matheus (Cunha) pode ser que não finalize como o Endrick mas é importante para a construção de jogo.”
O curinga
Por fim, há uma última vaga em jogo que pode não só mudar os nomes na escalação inicial, como a maneira como o Brasil se portará em campo. Nas últimas partidas, Carlo Ancelotti alternou entre um esquema com quatro atacantes de origem, lido como um 4-4-2 ou 4-2-4, dependendo da fase de jogo, e um esquema com três meio-campistas.
Caso ele opte pelo esquema com quatro jogadores de ataque, Luiz Henrique larga na frente para ser escolhido, mas Gabriel Martinelli e Rayan deixaram boas impressões nos minutos que tiveram com Ancelotti. Caso ele escolha a formação com um meio-campista a mais, a briga é clara entre Lucas Paquetá e Danilo Santos.
Há ainda, é claro, a expectativa pelo retorno de Neymar, que o treinador já admitiu planejar utilizar de forma centralizada. Ele seria, certamente, a maior carta na manga de Ancelotti.
“Treinar esses elencos é muito fácil porque temos líderes de um nível muito alto. É um elenco feito de profissionais muito sérios que gostam muito da Seleção. O ambiente é muito bom. Chegamos a esta última semana e acredito que estamos em um caminho correto”, concluiu o técnico.
O Brasil estreia no Grupo C da Copa do Mundo da FIFA 2026™ contra o Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova York/Nova Jersey. Depois, a Seleção se encaminha para a Filadélfia, onde enfrenta o Haiti no dia 19, antes de fechar a fase de grupos no dia 24 de junho diante da Escócia em Miami.
Tabela do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo da FIFA 2026
- Rodada 1 13 de junho
Brasil x Marrocos Nova York/Nova Jersey, nos EUA – 18h00 no horário local (19h00 em Brasília / 21h00 em Praia / 23h00 em Lisboa)
- Rodada 2 19 de junho
Brasil x Haiti Filadélfia, nos EUA – 20h30 no horário local (21h30 em Brasília / 23h30 em Praia / 1h30 de 20 de junho em Lisboa)
- Rodada 3 24 de junho
Escócia x Brasil Miami, nos EUA – 18h00 no horário local (19h00 em Brasília / 21h00 em Praia / 23h00 em Lisboa)
Fonte: FIFA