O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) realizou no dia 29 de outubro um debate online para conectar jovens de Maceió, do Rio de Janeiro e da África Lusófona para compartilharem suas expectativas para um futuro urbano melhor.

No encontro, os jovens discutiram sonhos e expectativas para o pós-pandemia nas grotas de Maceió, nos morros do Rio de Janeiro, nos musseques de Luanda e nos caniços de Maputo, como são chamadas as comunidades periféricas destas cidades.

Musseque – comunidade periférica – de Luanda, em Angola

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) realizou no dia 29 de outubro um debate online para conectar jovens de Maceió, do Rio de Janeiro e da África Lusófona para compartilharem suas expectativas para um futuro urbano melhor.

O evento “Conexão Maceió, Rio de Janeiro e África Lusófona para um futuro urbano melhor” ocorreu no âmbito do Circuito Urbano 2020 – iniciativa do ONU-Habitat Brasil para dar visibilidade a eventos que promovam diálogos e trocas de experiências e conhecimentos, este ano com o tema sobre cidades pós-COVID-19 no Brasil e na África Lusófona.

O intercâmbio virtual envolveu jovens de Maceió, Rio de Janeiro, Luanda (Angola) e Maputo (Moçambique) com o objetivo de compartilhar as percepções e vivências sobre os impactos urbanos e socioeconômicos da COVID-19 em diferentes contextos urbanos e também estabelecer um espaço de intercâmbio para promoção de ideias, oportunidades e conteúdos de comunicação popular por e para moradoras e moradores de comunidades periféricas.

Quatro jovens participantes de Maceió – Ewelyn Lourenço, Josias Brito, Mary Alves e Tauan Santos -, fazem parte do Projeto Visão das Grotas, no componente de comunicação e engajamento comunitário do Projeto Emergencial do ONU-Habitat para Monitoramento da COVID-19 em Maceió, implementado desde julho deste ano pelo ONU-Habitat em parceria com o governo de Alagoas.

Este componente do Projeto tem como objetivo dar visibilidade às imagens e vozes de jovens residentes das “grotas” de Maceió por meio da produção audiovisual que resultará em um documentário sobre os impactos da pandemia e as vocações urbanas, sociais e econômicas desses territórios.

Os demais participantes – Iolly Amancio (produtora cultural e integrante do Coletivo Baixada Nunca se Rende), Thiago de Paula (articulador social e diretor do Passinho Carioca), Gilberto Quissanga (ativista ambiental) e Assane Cassimo (ator) – representam cidades onde o ONU-Habitat atua no Brasil e nos países da África Lusófona.

Encontro virtual do ONU Habitat reuniu jovens para discutir o futuro urbano

Foto | ONU Habitat

O encontro foi dividido em quatro blocos: o primeiro para cada participante apresentar como atua na cidade ou comunidade onde vive, seus hobbies e interesses pessoais, o segundo e terceiro para a troca de relatos sobre a COVID-19 e os sonhos e expectativas para o pós-pandemia, e o quarto para compartilhar uma mensagem direcionada a jovens de comunidades periféricas espalhadas pelo Brasil e pela África Lusófona – as “grotas”, morros, musseques e caniços, como são localmente conhecidas em Maceió, Rio de Janeiro, Luanda e Maputo, respectivamente.

Com mediação de Elis Lopes, mobilizadora social do Projeto desenvolvido em Maceió, o encontro virtual contou com uma apresentação musical e leitura de poesia de duas participantes, retratando, por meio das suas vocações e expressões artísticas, os contextos sociais e urbanos onde vivem em Maceió e no Rio de Janeiro.

Para Gilberto Quissanga, “os musseques de Luanda já estavam todos os dias isolados socialmente, mas o período da pandemia aumentou a consciência de que as comunidades periféricas precisam continuar a lutar, a se organizar e se empoderar para conseguir superar as dificuldades estruturais existentes nesses territórios”.

“Eu sonho que todas as vidas tenham valor, que todos nós sejamos vistos como gente. Passamos por violências diretas e violências simbólicas, como o abandono. Quem não morre, fica desesperado tentando sobreviver”, relatou Iolly Amancio.

Thiago de Paula destacou que sonhar por um futuro urbano melhor é o que impulsiona sua atuação em projetos sociais e culturais e que espera que a juventude possa ecoar sua cultura de qualquer lugar, vivendo em um mundo com liberdade de se expressar, de se impor, de estar livre completamente.

Para conferir o evento, acesse aqui e para mais informações sobre o Circuito Urbano, acesse http://www.circuitourbano.org/.

Fonte: ONU Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *