EDUCAÇÃO – Um trânsito seguro só depende de você. Repense suas escolhas

Às vezes, podemos nos esquecer, mas o trânsito não é feito apenas de carros, caminhões, motocicletas. Ele é constituído de pessoas, por pessoas e para pessoas. Cada um com seu meio de transporte, seja ele bicicleta, moto ou a pé.

Muitas vezes encaramos o trânsito como uma gincana. Temos que sair na frente e chegarmos primeiro. Mas você já parou para pensar como custa pouco dar a passagem a alguém? Parar na faixa de pedestres ou dar a seta antes de trocar de faixa, por exemplo?

Com um pouquinho de paciência e cuidado com o outro, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres podem conviver no trânsito com harmonia e segurança. E isso é bom para todos nós, que passamos por vários desses papéis diariamente.

Respeito no trânsito

Existem várias formas de promover o respeito no trânsito. O cidadão não possui somente direitos. Ele também possui deveres, que não devem ser manifestados somente em ações individuais, mas também nas coletivas.

Um exemplo de ato de cidadania no trânsito é quando o condutor para na faixa e concede a travessia segura para o pedestre, que por sua vez, deve atravessar a rua sempre pelas passarelas, passagens subterrâneas ou faixas de pedestres, evitando assim acidentes.

Vulnerabilidade

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, existe uma hierarquia de responsabilidades entre os diversos participantes do trânsito, cabendo a maior responsabilidade ao condutor do maior veículo, ou seja, ônibus ou caminhões.

Os motociclistas só não são mais vulneráveis que os ciclistas e os pedestres. Porém, ao andar a pé ou de bicicleta, não atinja a velocidade da motocicleta, o que aumenta o risco para os motociclistas. Duas em cada três vítimas do trânsito no Brasil são pedestres, ciclistas ou motociclistas.

De acordo com os dados da Policia Rodoviária Federal, em 2019, foram registrados 12.591 atropelamentos de pedestres nas estradas federais do país e 1.850 colisões, envolvendo motos e carros.

Empatia salva vidas

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. No trânsito, devemos praticá-la diariamente.

Já ficou bravo com alguém no trânsito porque essa pessoa “fechou” sua moto e você quase se acidenta com esta atitude? Agora olhe a situação de forma diferente: O motorista usou a seta? Se usou, por que você o xingou? Por que não o deixou entrar na sua frente? Pense no contrário: quantas vezes você usou o pisca para sinalizar que entrará para outra faixa na via e outros não o deixaram fazer isso? Isso é empatia na prática.

O trânsito é movimento e o lugar que você ocupa dentro dele é transitório. Nós esquecemos que somos pedestres quando estamos dirigindo e dessa forma, esquecemos que pedestres podem errar. Empatia é reconhecer que, mesmo dirigindo nosso carro, continuamos sendo pedestres.

Enquanto somos pilotos de motos, somos também motoristas de carro. Portanto, usar a empatia para transformar o trânsito significa, neste caso, que cometeremos os mesmos erros ou acertos, dos quais os motoristas cometem. Assim, tente sentir o que o outro pensa. Tente ver se você faria o mesmo se estivesse no lugar daquele motorista ou do pedestre ou ainda do motociclista, em sua via de trânsito. Durante a sua jornada no trânsito, em algum momento, você será: pedestre, condutor, ciclista ou preferencial.

Repense suas atitudes no trânsito. Na dúvida do certo ou errado, pense no que não gostaria que fosse feito com você.

Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

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