Um marinheiro filipino com uniforme azul e capacete branco é visto através de um escotilho circular, limpando o interior da bodega de carga ou do porão de um navio.
© IMO/Marco Theo G. Caliwag Data pretende reconhecer o sacrifício que mantém os portos abertos e as nações abastecidas

Data ganha tom de alerta global neste ano, destacando a vulnerabilidade dos trabalhadores marítimos fazendo funcionar a economia mundial; crises como os conflitos no Estreito de Ormuz expuseram a gravidade da situação ao isolar dezenas de milhares de marinheiros e sob risco constante em zonas de guerra.

Neste 25 de junho de 2025 é assinalado o Dia Internacional do Marinheiro com um apelo urgente para a proteção da categoria profissional que, de forma silenciosa, impede o colapso da economia mundial mesmo sob o risco constante de morte.

A mensagem do secretário-geral, António Guterres, realça que 90% de todos os bens e mercadorias do planeta chegam aos destinos por mar, desde alimentos abastecendo os supermercados até medicamentos essenciais e combustíveis.

Alimentos, medicamentos essenciais e combustíveis

Os profissionais por trás dessa componente essencial tornaram-se os alvos mais vulneráveis da geopolítica moderna. Um dos exemplos é o preço da instabilidade internacional que tem sido pago por aqueles que trabalham nos conveses. 

Vista do convés de um grande navio de carga ou petroleiro navegando no mar aberto durante o pôr do sol. O sol está se pondo no horizonte, lançando um brilho dourado sobre a água e o convés do navio.
© IMO/Cihancan Tunay Celebrações promovem ainda a execução rigorosa das normas laborais internacionais, além do respeito ao direito internacional de navegação

Eventos recentes no Estreito de Ormuz ilustram a grave situação, ao deixar dezenas de milhares de trabalhadores marítimos encalhados e isolados em zonas de conflito, longe das famílias para garantir que continue abastecido o resto do mundo.

Guterres destaca que os marinheiros nunca devem ser vítimas de conflitos geopolíticos, atribuindo aos governos e à indústria naval a responsabilidade inadiável em garantir que estes profissionais permaneçam em segurança.

Importância das rotas marítimas 

A declaração enfatiza que quem vive em terra firme é muitas vezes “cego para o mar” ignorando a grande importância dessas rotas até que o desabastecimento ou uma crise humanitária bata à porta.

Sob o lema “Transportando o Comércio Mundial. Assumindo os Riscos”, este ano a data lança luz sobre as privações, a pressão psicológica e os perigos extremos enfrentados por esses tripulantes em áreas afetadas por guerras e pirataria.

Para além das homenagens, a data é um chamado à ação para que governos e empresas do setor assumam compromissos práticos como garantia de segurança máxima em zonas de alto risco.

Uma marinheira chinesa, vestindo uniforme da Marinha Mercante da China (China MSA), segura binóculos na ponte de comando de um navio.
© OMI Alerta global neste ano destaca a vulnerabilidade dos trabalhadores marítimos fazendo funcionar a economia mundial

As celebrações promovem ainda a execução rigorosa das normas laborais internacionais, além do respeito ao direito internacional de navegação e proteção humanitária.

A data pretende reconhecer o sacrifício que mantém os portos abertos e as nações abastecidas, sendo que apoiar esses profissionais não é apenas uma questão de direitos trabalhistas, mas de sobrevivência global.

Nas redes sociais, o propósito ganha força com o movimento de conscientização através da hashtag #DayoftheSeafarer.

Fonte: ONU NEWS

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