O próximo secretário-geral das Nações Unidas deve assumir o cargo em 1º de janeiro de 2027. A organização se prepara para fazer a escolha do titular do próximo mandato de cinco anos em seleção que começou no final de 2025.
Respondendo à questão de uma jornalista, em Nova Iorque, o incumbente, António Guterres, disse que chegou a hora de a ONU ser dirigida por uma secretária-geral. As declarações foram feitas na apresentação das prioridades do ano, o último da atual liderança.
“É tempo de vermos mulheres em posições de liderança”
“É claramente tempo para as Nações Unidas, como para as principais potências do mundo, ter uma mulher à sua frente. Não tenho dúvidas nenhumas a esse respeito. Agora, não me compete a mim fazer a escolha, fazer a decisão, não sou eu que voto. Portanto, digamos, a minha opinião é irrelevante, mas se olharmos as posições de maior responsabilidade a nível mundial, seja nas Nações Unidas, falando de secretário-geral, porque ao nível dos altos quadros das Nações Unidas temos paridade, e tenho muito orgulho disso, a verdade é que quer nas Nações Unidas, quer nas posições de liderança dos países mais poderosos do mundo, é tempo de vermos mulheres.”
Até agora o único candidato oficial para a corrida é o argentino Rafael Mariano Grossi, atual diretor da Agência Internacional de Energia Atômica.
A carta que deu início formal ao processo de seleção e nomeação do próximo líder da ONU foi publicada em novembro. Assinaram o então presidente do Conselho de Segurança, Michael Imran Kanu, e a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock.
Além de dar início à busca por candidatos para a liderança da ONU, o documento detalhou as modalidades para a apresentação e consideração das propostas.

Aiea/Dean Calma O diretor geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi
Regras da eleição
Pelas regras, os Estados-membros devem apresentar suas sugestões por meio de uma correspondência aos dois órgãos. O Conselho iniciará depois a escolha até o final de julho de 2026 e depois fará a recomendação à Assembleia Geral.
Qualquer pessoa apoiada por um país pode se candidatar ao processo que a ONU assegura ser “guiado pelos princípios de transparência e inclusão”, apresentando seu currículo e declarações de visão.
A lista de candidatos passará no Conselho de Segurança pela apreciação dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Nessa instância, um veto é suficiente para encerrar uma candidatura.
A proposta de candidato aprovado passará depois pela Assembleia Geral para ser votada pelos 193 Estados-membros do maior órgão deliberativo da organização.
Fonte: ONU NEWS